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Martín Garrido: "Esta vitória em França foi um empurrão de confiança" PDF Imprimir e-mail
30-Jun-2008

Martín GarridoMartín Garrido, o argentino que desde 2005 é um dos sprinters ao serviço do Clube de Ciclismo de Tavira, é também um especialista em contra-relógio. Começou o ano da melhor maneira ao vencer o Tour de San Luís, na Argentina, e tem obtido bons resultados nas outras provas em que tem participado. Na última corrida em que alinhou, Boucles de la Mayenne, em França, venceu a última etapa, deixando-o mais confiante no futuro.

Como te está a correr esta temporada, olhando um pouco para trás, já que ganhaste o Tour de San Luís, no teu país, Argentina?
Martín Garrido -
Foi um bom começo. Pude fazer a pré-temporada na Argentina, com calor, e não pensava estar tão bem, pensava disputar o prólogo e algumas etapas, mas não pensava ganhar toda a prova de ponta a ponta. Foi espectacular ganhar uma prova no meu país, e desfrutar do carinho das pessoas. Depois, nas primeiras voltas em Portugal também me senti muito bem, e tive bons resultados.

Que sentiste no momento em que viste que tinhas ganho o Tour de San Luís?Martín Garrido
MG -
Bem, não acreditava até passar a linha da meta no último dia. Mas foi uma alegria enorme, e poder dar um abraço ao meu pai ao terminar a etapa. Fiquei muito contente que ele tenha podido desfrutar do Tour, pois na verdade, ele vê-me correr muito pouco e devo-lhe bastante, por todo o apoio que sempre me tem dado.

Esta prova foi, seguramente, a mais importante da tua carreira.
MG -
O Tour de San Luís foi a minha primeira vitória, etapa a etapa, mas também tive outras corridas que tiveram muito valor para mim devido à altura da minha carreira.

O teu triunfo mais recente foi a vitória na última etapa de Boucles de la Mayenne, em França. Há algum tempo não ganhavas uma etapa ao sprint. Como te sentiste?
MG
- Isso é verdade. Fui concentrando os meus treinos principalmente no contra-relógio e não se pode estar bem em tudo, mas de igual maneira a velocidade é algo genético. Esta vitória deu-me confiança e demonstrou-me que posso continuar a ganhar ao sprint, mas não nos podemos esquecer do apoio da equipa, que nesse dia controlou a etapa para que se chegasse ao sprint, e por fim, com Samuel Caldeira, saiu-nos o lançamento.

Martín GarridoA Volta a Portugal está a chegar. Estás com boas perspectivas, tendo em atenção que venceste o prólogo o ano passado e mantiveste a camisola amarela durante quatro dias?
MG
- Tanto eu como a equipa temos os olhos postos na Volta a Portugal, Deus queira que possamos fazer uma boa corrida. Sinto-me bem e esta vitória em França foi um bom empurrão de ânimo e confiança para as próximas voltas.

 
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