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Nelson Vitorino, ciclista completo, de 32 anos, está ao serviço da equipa profissional do Clube de Ciclismo de Tavira há vários anos. Subiu ao pódio no último GP CTT Correios onde levou a 2ª posição na classificação geral individual. Vitorino explica-nos, numa pequena entrevista, o balanço da prova, bem como os seus objectivos profissionais.
Neste GP CTT Correios conseguiste um 2º lugar na classificação geral. Qual é o balanço que fazes deste Prémio, tendo em conta o resultado alcançado?
Nelson Vitorino - Este GP CTT Correios fazia parte do plano que foi definido para mim para a primeira fase da época pelo director desportivo Vidal Fitas e pelo médico da equipa, o Dr. Benjamim Carvalho. Este era um dos objectivos para a temporada 2008. O resultado foi muito bom pois encontrei adversários muito fortes onde deu para ver que estou no bom caminho em relação à minha preparação, o que me deixa muito motivado para o futuro.
Como te está a correr esta temporada? Está a ir ao encontro das tuas expectativas?
NV - A temporada começou tranquila na Argentina com tudo a correr muito bem. No entanto, na Prova de Abertura e na Volta ao Algarve estive doente com um vírus, o qual me deixou muito debilitado. Posteriormente tive algumas quedas em momentos importantes que atrapalharam bastante, mas penso que agora estou lançado para fazer uma grande época.
Qual é o teu maior objectivo profissional em termos de resultados/performance?
NV - Gostava muito de vencer uma etapa na Serra da Estrela e a Volta a Portugal. Também gostava de participar em mais um Campeonato do Mundo pela selecção nacional.
Quais foram os teus resultados que mais te orgulharam?
NV - Foram as minhas duas épocas 2003 e 2004 onde fiquei no top 10 em todas as provas internacionais em Portugal e o 4º lugar em 2003 na Volta a Portugal, onde fiz com que os algarvios começassem a pensar que um dia o Clube de Ciclismo de Tavira poderia ganhar a Volta a Portugal através de um algarvio.
E quais foram as corridas em que mais gostaste de participar?
NV - Foi o Campeonato do Mundo 2004 em Verona, Itália. Não me vou esquecer daquele dia, um percurso muito duro, um público incrível, e eu no meio dos meus ídolos. As pessoas eram aos milhares nas ruas a apoiar. Na segunda volta vejo, entre a multidão, duas caras conhecidas a gritar o meu nome, eram a minha tia e o meu primo. Foram fazer-me uma surpresa. Eu só tinha visto uma coisa assim na televisão, no Tour ou no Giro.
Tens 32 anos. Sentes que os anos já vão pesando, ou pelo contrário, ainda tens muito para dar?
NV - Os meus 32 anos são uma vantagem e não pesam nada. Sinto-me muito bem, mais preparado, mais confiante e com objectivos. No ciclismo ainda tenho sonhos por realizar e quero realizá-los. Tenho dias em que fico mais desgastado e até cansado pelas notícias que saem nos jornais e na TV. Só fazem com que as pessoas descredebilizem o ciclismo e os atletas. |